O início do mês chega, sinal de dinheiro na carteira e no bolso. Mas como será que cada brasileiro gasta seu dinheiro?

Decorrente da crise que abalou o Brasil nos anos de 2015 e 2016, o mundo consumista desacelerou, não impedindo seu crescimento. Para driblar essa crise, muitas empresas investiram em serviços e produtos que vinham ao encontro das necessidades dos brasileiros, que independentemente do impacto do quadro econômico do país, tornaram-se mais exigentes e criteriosos em relação aos seus desejos de consumo.

 

Sem Celular não existe vida social

A crise refletiu nos hábitos de consumo dos brasileiros, que foram condicionados a ter um melhor planejamento financeiro. Alguns setores, as pessoas deixaram de gastar, em especial com carnes vermelhas, frutas e verduras; em compensação em outras áreas nada mudou.

É o caso do comércio eletrônico, especificamente celulares e televisores de telas finas. Todos os anos, o setor cresce num ritmo acelerado, fruto da implementação das tecnologias de ponta e da acessibilidade a todos para compra. Hoje os celulares fazem parte da vida das pessoas, associadas com a Internet, que deixam de ser gastos supérfluos para necessários. Assim como os brasileiros não vivem sem comida, com os celulares também são assim.

 

Sonho de consumo tornando-se realidade

Apesar da crise, outra área que vem demonstrando crescimento, ainda que não seja em ritmo acelerado, é a automobilística. O sonho tem se tornado uma realidade para muitos consumidores, em razão da facilidade do valor de entrada e de financiamento.

Como forma de esvaziar seus estoques, as concessionárias e empresas automobilísticas reduziram as taxas e fizeram descontos em vários períodos do ano, o que antes não se via. A ação deu certo e se mostrou eficaz.

 

Lazer + diversão

A crise pode bater na porta, mas o que as pessoas não deixam de fazer é buscar entretenimento. Chega sexta-feira, próximo do fim de semana, e os brasileiros planejam como vão aproveitá-lo. O consumo de bebidas alcoólicas, principalmente cervejas faz parte dos gastos de uma parcela dos brasileiros. Podemos evidenciar várias rodas de amigos bebendo e se divertindo em bares, restaurantes, baladas e em encontros familiares (churrasco).

Outras despesas que entram nos gastos dos brasileiros são as viagens, sejam elas nacionais ou internacionais. Apesar de ter ocorrido uma queda no número de viagens para o exterior, as pessoas optaram por passeios mais curtos, mais baratos e dentro do território brasileiro.

 

Manutenção do visual

Outro setor que os brasileiros não têm pena de gastar é no comércio de calçados e vestuário, bens necessários para uma vida social de qualquer pessoa. Com ou sem crise, o visual de alguém é muito importante e é levado em conta quando se refere principalmente numa entrevista de emprego, no trabalho e até mesmo no convívio social.

No entanto, umas das despesas que tem chamado a atenção de diversos estudiosos sobre o comportamento do brasileiro, principalmente o público feminino, em relação aos gastos é o setor de beleza. Nos últimos anos, a área de cosmético teve um aumento significativo nos consumos das famílias, que atinge todas as classes sociais, de A a E. Foram mais de 20,3 bilhões de reais consumidos em salões de beleza, manicure, pedicure e produtos de beleza, um crescimento de 18% comparado com o ano anterior.

 

O mais alarmante nesses dados é que esta área já supera os gastos que as famílias têm com alimentos básicos, preferencialmente carnes e ovos.

Das classes sociais que mais gastam vem a C, seguida da A e posteriormente da B.